Imagem “Não há ilegalidade, mas pode haver imoralidade na criação de cargos”, afirma Diogo sobre projeto da Prefeitura

“Não há ilegalidade, mas pode haver imoralidade na criação de cargos”, afirma Diogo sobre projeto da Prefeitura

Câmara Municipal de Vitória da ConquistaSessão OrdináriaNotíciaPSDBDiogo Azevedo

24/04/2026 10:25:00


Durante a sessão ordinária desta sexta-feira (24), o vereador Diogo Azevedo (PSDB) utilizou a tribuna da Câmara Municipal para fazer um pronunciamento crítico sobre a criação de novos cargos no Executivo, além de abordar questões relacionadas à saúde pública, infraestrutura e políticas sociais no município.

Ao iniciar sua fala, no Dia Internacional do Jovem Trabalhador, o vereador relembrou iniciativas voltadas à juventude. “Bom dia aos jovens aprendizes, inclusive apresentei um projeto ano passado a respeito de estágio e jovem aprendiz no serviço público do município, onde há reservas de vagas exclusivas para alunos de escola pública e vulnerabilidade social”, destacou.

Na sequência, Diogo Azevedo relatou questionamentos recebidos da população após a divulgação da possível criação de mais de 60 cargos na estrutura do Executivo Municipal, por meio de projetos de leis enviados pelo Executivo à Câmara de Vereadores.  “Um blog noticiou a criação de mais de 60 cargos para o Executivo Municipal e várias pessoas perguntando para mim: ‘Você vai votar a favor disso?’”, afirmou.

O vereador ponderou que, apesar de não haver impedimento legal, a medida levanta questionamentos éticos e morais, especialmente por se tratar de ano eleitoral. “Este ano é um ano eleitoral, não há ilegalidade na criação de cargos, mas a gente pode pensar na imoralidade na criação de cargos”, declarou. Em tom crítico, acrescentou: “Eu já ocupei cargo comissionado e o cargo comissionado é para ir para a rua fazer campanha, pedir voto”, destacou. 

Para o parlamentar, o momento exige responsabilidade na aplicação dos recursos públicos. “Eu acho que não é o momento. A cidade não tem serviço para autista, a cidade não tem dinheiro para investir na saúde, a cidade não tem fardamento para os alunos de escola pública, o que eu acho um absurdo”, disse, informando ainda que pretende apresentar proposta sobre o tema.

Ao falar sobre o cenário da educação, o vereador relembrou gestões anteriores e citou o ex-prefeito Guilherme Menezes (PT). “Na minha época tinha, eu lembro que na época de Guilherme fornecia até mochila e tênis para os alunos”, afirmou, ao comparar políticas públicas voltadas à educação”, destacou. 

Sobre a aplicação de recursos, Diogo Azevedo destacou a necessidade de avaliação criteriosa por parte do Legislativo. “Eu acho que essa Casa deve avaliar direito já que a cidade não tem dinheiro para fazer o investimento necessário nas necessidades básicas”, pontuou. Ele comentou ainda sobre a infraestrutura urbana: “Eu nem falo sobre infraestrutura, que a cidade está um caos? Está, mas essa Casa já aprovou empréstimo para infraestrutura, então acho que isso vai ser sanado”.

O parlamentar concentrou críticas mais contundentes na área da saúde. “Eu foco na saúde, 15% apenas de investimento, as pessoas não têm acesso a quase nada, o tratamento fora do domicílio está um horror”, afirmou. Como exemplo, relatou dificuldades enfrentadas por pacientes: “Uma criança aqui não faz uma cirurgia de fimose e tem que mandar para Salvador”.

Diogo Azevedo também apresentou estimativas sobre o impacto financeiro da criação dos cargos, caso os Pls sejam aprovados. “Se a gente fizer as contas por alto, tem 8 milhões mais ou menos por ano, com INSS patronal, salários, décimo terceiro e férias”, disse. Para ele, o recurso poderia ter outra destinação “Esses 8 milhões poderiam ser investidos na saúde, por exemplo, e não em cargo comissionado nesse momento”, pontuou. 

O vereador ainda criticou a situação da Fundação Pública de Saúde Esaú Matos. “Os repasses são atrasados, funcionários recebem fora do quinto dia útil”, declarou. Ele também denunciou problemas trabalhistas. “Funcionário quando demitido, não recebe nada de verba rescisória a pessoa trabalha 15 anos no lugar e sai sem receber um centavo”.

Ao final, mesmo integrando a base governista, o parlamentar sinalizou posicionamento contrário à proposta. “Eu ainda estou na bancada de situação, mas o meu posicionamento é contrário à criação de novos cargos”, afirmou. 

O vereador concluiu cobrando um posicionamento coletivo do Legislativo. “Eu quero saber o posicionamento da bancada de oposição, essa Casa tem que se posicionar a favor do povo”.

Samara Dias




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