Edivaldo Júnior defende mudanças no Judiciário e critica uso da máquina pública em eleições
Câmara Municipal de Vitória da ConquistaSessão OrdináriaNotíciaEdivaldo Ferreira Jr.PSDB
28/10/2026 10:35:00
O vereador Edivaldo Ferreira Júnior (PSDB) defendeu mudanças nas regras eleitorais e uma reforma do Poder Judiciário durante pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, na sessão desta quarta-feira (28). Ao comentar o resultado das eleições presidenciais, o parlamentar criticou o que classificou como abuso de poder político e destacou a importância de fiscalizar o cumprimento das promessas feitas durante a campanha eleitoral.
Segundo Edivaldo, o uso da máquina pública para favorecer candidaturas é um problema que precisa ser enfrentado independentemente do grupo político beneficiado. O vereador também defendeu mudanças nas regras para a escolha de cargos majoritários no Brasil, pauta que, segundo ele, foi levantada pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
“Isso é urgente. isso é pra ontem. Porque, nós não podemos admitir que aquele que está no poder ele faça tudo e qualquer coisa para se manter no poder. E isso é para qualquer lado, porque quem está ali no exercício do poder, dentro dessa disputa de um cargo majoritário, está com a máquina na mão e ali ele tem a possibilidade de fazer o que bem entende.”, declarou.
O parlamentar também defendeu uma reforma do Poder Judiciário e questionou a influência das indicações de ministros dos tribunais superiores nas disputas eleitorais. Edivaldo ressaltou que as críticas não são direcionadas a um candidato específico, mas a quem ocupa a Presidência da República, independentemente do partido.
“Não podemos admitir, e aqui eu não estou falando de Bolsonaro, não estou falando de Lula, estou falando de quem está à frente da Presidência da República. A gente não pode admitir que, a cada eleição, entre no processo eleitoral imaginando: se tal candidato ganhar, vai nomear tantos ministros; se outro ganhar, vai nomear tantos ministros. Isso precisa acabar no Brasil”, declarou.
Por Amanda Motta