Câmara Municipal de Vitória da ConquistaSessão OrdináriaNotíciaEdivaldo Ferreira Jr.PSDB
29/05/2026 10:35:00
Durante a sessão ordinária desta sexta-feira (29), o vereador Edivaldo Ferreira Júnior (PSDB) chamou atenção para o alto preço dos combustíveis praticados em Vitória da Conquista e defendeu uma ação conjunta entre Câmara Municipal, Ministério Público e Procon para enfrentar o problema.
O parlamentar relembrou que, em legislaturas anteriores, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) chegou a ser instalada para investigar os valores cobrados nos postos da cidade, durante a presidência do vereador Coriolano Moraes.
Segundo Edivaldo, a situação atual volta a preocupar devido à grande disparidade de preços observada entre Vitória da Conquista e municípios vizinhos.
“Hoje estamos percebendo uma situação absurda, onde a gasolina comum está chegando a R$ 7,94”, afirmou.
O vereador relatou que, durante uma viagem para o município de Ituaçu, percebeu diferenças significativas nos preços dos combustíveis ao comparar os valores praticados em cidades da região.
De acordo com ele, em Anagé o litro da gasolina comum está sendo vendido por R$ 6,75; em Tanhaçu, por R$ 7,21; e em Ituaçu, por R$ 7,28. Já em Vitória da Conquista, alguns postos chegam a cobrar R$ 7,94 pelo mesmo combustível.
Edivaldo Ferreira Júnior também mencionou a existência de aplicativos que oferecem descontos nos preços dos combustíveis e apontou diferenças expressivas nos valores cobrados pelos próprios estabelecimentos.
“Temos um aplicativo que demonstra de forma clara que o valor em Conquista pode ser praticado de outra forma. O aplicativo Baratão mostra postos cobrando R$ 7,19 quando a compra é feita pelo aplicativo. Por que essa disparidade?”, questionou.
O vereador afirmou ainda que o setor de combustíveis tem demonstrado alta rentabilidade no município, destacando o número crescente de postos inaugurados na cidade.
Ao final de sua fala, Edivaldo provocou o presidente da Câmara, Ivan Cordeiro, e a Comissão de Defesa do Consumidor da Casa Legislativa a liderarem uma mobilização conjunta com órgãos de fiscalização e defesa do consumidor.
“Só uma CPI não vai trazer resultados para um valor justo. Precisamos de uma ação conjunta entre Câmara, Ministério Público e Procon. Só assim poderemos avançar nessa discussão”, concluiu.
Por Andréa Póvoas