Imagem Diogo Azevedo afirma independência política e critica criação de novos cargos na Prefeitura

Diogo Azevedo afirma independência política e critica criação de novos cargos na Prefeitura

Câmara Municipal de Vitória da ConquistaSessão OrdináriaNotíciaPSDBDiogo Azevedo

29/04/2026 10:40:00


Durante a sessão ordinária desta quarta-feira (29), na Câmara Municipal de Vitória da Conquista, o vereador Diogo Azevedo (PSDB) destacou, em discurso, sua postura independente no Legislativo e apresentou críticas relacionadas à gestão de recursos públicos, à criação de novos cargos e à situação da saúde no município.

Ao iniciar sua fala, o parlamentar reforçou que sua atuação não está vinculada a interesses partidários. “Desde o meu primeiro discurso aqui nesta casa, eu disse que não trabalho para partido político. Eu não trabalho para o sistema, eu trabalho para o povo”, afirmou.

O vereador também criticou o que chamou de ataques pessoais e tentativas de descredibilização de sua atuação. “Então não adianta os 'bocas de aluguel' da cidade, os pagos para falar mal das pessoas, pintar de ouro como isso ou aquilo, não vão conseguir. Porque meu discurso é claro, verdadeiro e simples, todo o tempo. Trabalho para o povo”, declarou.

Azevedo ressaltou que sua posição em votações será sempre baseada no impacto das propostas para a população. Segundo ele, projetos do Executivo que beneficiem a sociedade terão seu apoio, enquanto aqueles que não atenderem ao interesse público serão rejeitados. O vereador relembrou ainda discussões anteriores na Casa, como a negociação de empréstimos, e criticou tentativas de, segundo ele, “jogar a população contra os vereadores”.

Em outro momento, o parlamentar abordou a percepção popular sobre o trabalho legislativo. “Boa parte da população enxerga a gente como preguiçoso, que não trabalha, que recebe dinheiro sem trabalhar, mas as pessoas têm que entender o papel do vereador”, pontuou, acrescentando que sua atuação busca “gerar dignidade” e promover mudanças na vida da população.

O vereador também se posicionou contra o aumento de cargos comissionados no município, destacando que não considera o momento adequado para ampliação de despesas. “Não vejo necessidade nesse momento de aumentar os custos para o município”, afirmou, citando a proposta de criação de cerca de 70 novos cargos.

Na área da saúde, Diogo Azevedo relatou problemas identificados em visitas à zona urbana e rural, mencionando a falta de medicamentos e dificuldades no acesso a exames. Ele citou, entre outros exemplos, a ausência de medicamentos como metildopa e antibióticos, além de filas para marcação de exames e atrasos em tratamentos fora do domicílio.

Outro ponto destacado foi o atraso no pagamento a prestadores de serviço da saúde. Segundo o vereador, há casos de profissionais que estão há cerca de oito meses sem receber pelos serviços prestados, mesmo continuando o atendimento à população. Azevedo atribuiu a situação à limitação de recursos financeiros, ressaltando que a definição orçamentária é de responsabilidade do Poder Executivo.

Ao final, o parlamentar reforçou seu posicionamento contrário ao aumento de despesas diante do cenário apresentado. “Vamos avaliar direito: vamos criar quase 8 milhões de despesas ou vamos entender que a população precisa do medicamento e do exame?”, questionou.

Por Andréa Póvoas


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