Durante a sessão desta quarta-feira, 11, o vereador Luís Carlos Dudé (UB), demonstrou preocupação com o avanço e o crescimento de Vitória da Conquista, cidade que, segundo ele, “tem uma história forjada na decência, na liberdade e na democracia, construída a várias mãos”.
O parlamentar destacou que o município se aproxima dos 400 mil habitantes e questionou a ausência de planejamento estratégico para acompanhar esse crescimento. “Qual é a minha preocupação em relação a Vitória da Conquista? Onde estão os pensadores políticos e as políticas públicas para acompanhar o avanço desta cidade?”, indagou.
Dudé citou a Ferrovia Oeste-Leste (FIOL) como exemplo de oportunidade perdida. “A cidade ficou de fora e não trouxe sequer um braço da FIOL, que vai desembarcar no Porto de Ilhéus. Vitória da Conquista ficou ali fora”, afirmou. Também chamou atenção para a falta de novas indústrias no município.
“A última grande fábrica trazida para esta cidade foi o Grupo Chile, hoje Grupo Dass, lá em 2003 e 2004. Chegou gerando 1.700 empregos e hoje garante mais de 10 mil postos. De lá para cá, não tivemos nenhuma ação concreta que trouxesse uma grande indústria para gerar emprego e renda”, declarou.
O vereador alertou para o risco de perda de protagonismo regional. “Vitória da Conquista pode estar ficando atrás de cidades como Itabuna e Ilhéus no aspecto social e econômico”, disse. E destacou que, enquanto o sul da Bahia debate o fortalecimento da região cacaueira, Conquista precisa discutir suas próprias vocações econômicas. “Nós não estamos discutindo aqui a mandiocultura, a cafeicultura, a questão do eucalipto. Enquanto isso, a região sul debate, discute e grita pelo seu povo”.
Dudé defendeu que o protagonismo regional deve partir do município. “O grito da região Sudoeste tem que partir de Vitória da Conquista. O grito da região Sudoeste tem que partir da joia do sertão baiano. E tem que partir também desta Câmara de Vereadores”.
O parlamentar também demonstrou preocupação com o comércio local e reforçou a necessidade de um debate amplo sobre o desenvolvimento do município. “Há o enfraquecimento do comércio, a gente já pode enxergar isso em Vitória da Conquista. Precisamos discutir serviços, comércio, indústria, geração de emprego e renda. Vitória da Conquista é, sim, a capital do biscoito. Mas, se não fortalecermos a mandiocultura, até nisso podemos ficar para trás”.
Por Camila Brito