Imagem Gabriela Garrido questiona propostas de corte de gastos e defende equilíbrio entre responsabilidade fiscal e social

Gabriela Garrido questiona propostas de corte de gastos e defende equilíbrio entre responsabilidade fiscal e social

Câmara Municipal de Vitória da ConquistaSessão OrdináriaNotíciaGabriela GarridoPV

23/10/2026 10:10:00


A vereadora Gabriela Garrido (PV) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, nesta sexta-feira (23), para discutir o significado do ajuste fiscal e os possíveis impactos das propostas de redução de gastos públicos na vida da população. Em seu pronunciamento, a parlamentar defendeu que o equilíbrio das contas públicas precisa caminhar junto com a garantia de direitos sociais e a manutenção dos serviços essenciais.

Ao iniciar sua fala, Gabriela explicou que o ajuste fiscal consiste na adoção de medidas para equilibrar as contas do governo, seja pelo aumento da arrecadação, seja pela redução de despesas. Para ela, embora seja legítimo discutir a eficiência da gestão pública e o combate ao desperdício, é necessário avaliar quais áreas serão afetadas pelas medidas de contenção de gastos.

A vereadora questionou a proposta atribuída ao candidato Flávio Bolsonaro de reduzir R$ 250 bilhões em despesas públicas. Segundo a parlamentar, a discussão exige clareza sobre a origem dos cortes e os setores que poderiam ser atingidos. Ela mencionou programas como Farmácia Popular, Pé-de-Meia, Minha Casa, Minha Vida e Mais Médicos, além de investimentos sociais, para ilustrar a dimensão dos recursos envolvidos.

“Quando nós falamos em orçamento, a gente não está falando só de números de uma planilha, principalmente quando a gente fala de orçamento público. A gente está falando da mãe que precisa de medicamento para o filho, do trabalhador que espera uma cirurgia no SUS, do estudante que precisa de apoio para continuar na escola”, afirmou.

Gabriela ressaltou que a responsabilidade com o dinheiro público deve ser acompanhada de transparência e de explicações sobre as medidas propostas. Para ela, os candidatos precisam informar quais despesas pretendem reduzir e quais serviços públicos serão preservados, permitindo que a população compreenda as consequências das decisões orçamentárias.

A parlamentar também criticou o que considera uma contradição entre a defesa de medidas de austeridade para a população e a manutenção de privilégios. Em sua avaliação, o debate sobre as contas públicas deve considerar não apenas os números, mas também as necessidades da sociedade e a qualidade dos serviços oferecidos.

“O Estado não existe para dar lucro, minha gente. O Estado existe para garantir direito, prestar serviço e atender à necessidade social. A gente tem que entender que o Estado existe para servir as pessoas, e não as pessoas existem para servir o Estado”, declarou.

Ao concluir a reflexão sobre o tema, Gabriela defendeu que responsabilidade fiscal e responsabilidade social sejam tratadas de forma conjunta. Segundo ela, o equilíbrio financeiro não pode ser considerado suficiente quando há prejuízos no atendimento à saúde, na educação, na segurança pública e em outros serviços essenciais.

“Porque o orçamento pode até fechar no papel, mas, se faltar atendimento no posto, professor na escola, se a segurança nas ruas não estiver acontecendo, quem perde com isso é a população”, concluiu.

Convite à mobilização - Ao final do pronunciamento, a vereadora convidou a população para participar de uma carreata em defesa da democracia, prevista para este sábado (24), às 8h13, com concentração na Avenida Mongóios, no bairro Patagônia. De acordo com Gabriela, a mobilização também contará com uma caminhada e terá a presença anunciada do governador Jerônimo Rodrigues.




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