A vereadora Márcia Viviane (PT) denunciou, durante a sessão da Câmara Municipal de Vitória da Conquista desta sexta-feira (9), atrasos nos pagamentos a prestadores de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e cobrou a realização de uma auditoria na saúde pública do município. Segundo a parlamentar, há profissionais e empresas sem receber pelos serviços prestados desde 2025.
Ao abordar o tema na tribuna, Viviane atribuiu os problemas na rede municipal de saúde à gestão da prefeita Sheila Lemos (União Brasil) e afirmou que o orçamento de 2026 sofreu um corte de R$ 72 milhões na área. A vereadora citou dificuldades para marcar consultas, exames e procedimentos, além da falta de medicamentos e insumos nas unidades de saúde.
“Se não tem dipirona, não tem fita de glicemia, não tem fralda para as crianças e adolescentes neurodivergentes, não tem medicamento nos CAPS, é culpa da prefeita Sheila Lemos”, declarou. A parlamentar também afirmou que prestadores responsáveis por consultas e exames pelo SUS estão sem receber e questionou a destinação dos recursos repassados ao Fundo Municipal de Saúde.
Viviane colocou o seu mandato à disposição dos prestadores e informou que pretende reunir informações para encaminhar denúncias ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público Estadual. Ela também incentivou os usuários do SUS a registrar reclamações nas ouvidorias dos órgãos de saúde. “Se o recurso está vindo, por que está faltando serviço na ponta? Não é possível que seja só incompetência administrativa”, questionou a vereadora, que defendeu a apuração da aplicação dos recursos destinados à saúde municipal.
A parlamentar também comentou o cenário político nacional e criticou a polarização política, que, em sua avaliação, foi intensificada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Viviane defendeu que os eleitores escolham seus candidatos com base nas propostas e de forma consciente, sem influência do ódio político. “Infelizmente, depois de Bolsonaro, é que se criou o ódio no nosso país. A polarização veio pelo ódio pregado pela extrema-direita do então ex-presidente Jair Bolsonaro”, afirmou.
A vereadora também questionou o debate político atual e defendeu que a escolha dos eleitores seja baseada nas propostas dos candidatos. “Eu espero que cada cidadão, cada cidadã, realmente reflita e, no dia 25 de outubro, escolha o melhor projeto para o país, sem ódio, sem ressentimento, realmente fruto da sua própria consciência”, declarou.