Durante a sessão ordinária desta sexta-feira (19), o vereador Subtenente Muniz (PDT) voltou a criticar o programa Credcesta e afirmou que a origem do Banco Master está relacionada ao modelo de crédito consignado implantado na Bahia durante gestões anteriores do Governo do Estado.
Em seu pronunciamento, o parlamentar afirmou que o caso envolvendo o Banco Master representa um dos maiores escândalos financeiros do país e defendeu que a população baiana tenha conhecimento sobre a origem da instituição.
“O povo da Bahia tem que saber como começou e de onde veio esse escândalo do Banco Master”, declarou.
Segundo Muniz, a história teria início com a transformação da antiga rede Cesta do Povo em operações de crédito consignado destinadas aos servidores estaduais. O vereador criticou o modelo adotado e afirmou que muitos trabalhadores continuam sofrendo descontos em seus contracheques.
“Recebemos em nossas casas um cartão chamado Credcesta. Os descontos continuam acontecendo e milhares de servidores seguem buscando na Justiça o cancelamento dessas cobranças”, afirmou.
O parlamentar também mencionou a existência de ações judiciais movidas por servidores públicos que questionam os descontos e citou a atuação de entidades representativas na defesa dos trabalhadores.
“Hoje existem milhares de ações na Justiça buscando o cancelamento desses descontos. Algumas entidades já estão obtendo vitórias importantes para seus associados”, disse.
Antes de abordar o tema, Muniz destacou o sucesso do Arraiá da URBIS VI e parabenizou o jornalista Jackson Mendes pela participação da banda Saliva Doce na programação junina.
“Nós fazemos os eventos na raça e prezamos pelos músicos locais. É importante abrir espaço para os artistas da nossa terra e fortalecer a cultura regional”, afirmou.
Ao encerrar sua fala, o vereador reiterou a necessidade de aprofundar o debate sobre os impactos dos empréstimos consignados para os servidores públicos estaduais e cobrou providências para solucionar os problemas apontados por trabalhadores atingidos pelos descontos.
Essa versão tem mais “peso” político e jornalístico, mas continua protegendo a Câmara porque todas as acusações estão claramente atribuídas ao vereador. Isso é o que normalmente os sites legislativos fazem quando cobrem pronunciamentos em plenário.
Anuska Meirelles