Imagem Presidente da Associação de Fibromialgia cobra apoio do poder público durante Tribuna Livre na Câmara

Presidente da Associação de Fibromialgia cobra apoio do poder público durante Tribuna Livre na Câmara

Câmara Municipal de Vitória da ConquistaSessão OrdináriaTribuna LivreNotícia

15/05/2026 10:20:00


A presidente da Associação de Fibromialgia de Vitória da Conquista, Maria Aparecida, utilizou a Tribuna Livre da Câmara Municipal, nesta sexta-feira (15), para cobrar mais atenção e apoio do poder público às pessoas diagnosticadas com Fibromialgia no município.

Em seu discurso, ela destacou as dificuldades enfrentadas diariamente pelos pacientes e pediu sensibilidade dos vereadores e da gestão municipal.

Maria Aparecida iniciou sua fala agradecendo à Câmara pelo espaço concedido e também à TV Sudoeste pela cobertura da caminhada realizada no último dia 12 de maio, data em que é celebrado o Dia Mundial da Fibromialgia. Segundo ela, a mobilização ganhou repercussão internacional.

“Através da TV Sudoeste, o nosso grito de vitória chegou até a Alemanha e Portugal. Isso nos engrandece muito”, afirmou.

Durante o pronunciamento, a representante da associação criticou a falta de apoio do poder público municipal à causa dos fibromiálgicos.

“O fibromiálgico de Vitória da Conquista tem voz, tem nome e tem dor”, declarou, ao pedir que os vereadores levem à prefeita o “pedido de socorro” da categoria.

Ela relembrou que um projeto de lei em defesa dos direitos dos pacientes já foi debatido na Câmara e aprovado pelos vereadores, mas acabou sendo vetado pela Prefeitura em duas ocasiões.

“Enquanto estivermos aqui, com dor, vamos continuar batendo na mesma tecla: queremos o nosso projeto de lei em Vitória da Conquista”, disse.

Maria Aparecida também rebateu críticas direcionadas ao movimento após a caminhada realizada em frente à Prefeitura.

“Nós não somos baderneiras. Essas borboletas que estão aqui são mães, avós, mães atípicas que cuidam dos seus filhos autistas e convivem diariamente com a dor”, afirmou.

Outro ponto destacado foi a dificuldade enfrentada pelos pacientes em relação ao transporte para realização de tratamentos e exames. Segundo ela, a redução na oferta do passe de transporte tem prejudicado diretamente quem necessita de acompanhamento contínuo.

“A gente não faz só fisioterapia. Temos exames, consultas e, muitas vezes, estamos pagando do próprio bolso porque não conseguimos trabalhar”, relatou.

Ao longo da fala, ela reforçou que muitas pessoas com Fibromialgia vivem limitações severas em razão das dores constantes e da falta de políticas públicas específicas. Ela citou ainda que municípios menores já possuem legislação voltada à garantia de benefícios aos pacientes.

Ao final, a presidente da associação agradeceu o apoio da Câmara e informou que a entidade possui sede na Avenida Centenário, nº 245, além de manter ações de conscientização por meio das redes sociais.

“Estamos de portas abertas para qualquer conversa com a prefeita”, concluiu.

Por Camila Brito



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